Taxas do iFood 2026: iFood fica com cerca de 26,5% do pedido no Plano Entrega

As taxas do iFood em 2026 vão de 12% a 23% de comissão sobre cada pedido, mais 3,2% a 3,5% de taxa de pagamento e uma mensalidade de R$ 110 a R$ 150 para quem fatura acima de R$ 1.800 na plataforma. Na prática, o iFood retém entre 15% e 27% de cada venda antes mesmo de você pagar insumos, embalagem, entregador e impostos. Se você tem um restaurante, uma dark kitchen, uma marmitaria ou vende doces e salgados por delivery, entender essa conta é o que separa um pedido lucrativo de um pedido que dá prejuízo. Este guia mostra a tabela de taxas do iFood 2026 atualizada, quanto sobra por pedido em cada plano, quais são os custos escondidos (antecipação, promoções, taxa de serviço) e o passo a passo para reduzir o quanto o iFood cobra do lojista sem sair da plataforma. Todos os números vêm de pesquisa em fontes públicas e podem variar conforme o contrato, a região e a categoria do seu estabelecimento — confirme sempre no Portal do Parceiro antes de decidir.

O que você vai encontrar neste guia

Tabela de taxas do iFood 2026 (resumo rápido)

Antes de qualquer explicação, a foto do custo. Esta é a estrutura de cobrança que o iFood pratica para restaurantes em 2026, segundo levantamentos de consultorias do setor de food service:

ItemPlano BásicoPlano Entrega
Comissão sobre o pedido12%23% (Flex pode chegar a 24% a partir de fev/2026)
Taxa de pagamento online (Pix e cartão)3,2%3,2% a 3,5%
Total percentual por pedido~15,2%~26,5%
Mensalidade (fatura acima de R$ 1.800/mês)R$ 110R$ 150
Quem faz a entregaVocê (entregador próprio)iFood (logística da plataforma)
Taxa de serviço paga pelo clienteR$ 0,99 a R$ 2,49 (fica com o iFood)R$ 0,99 a R$ 2,49 (fica com o iFood)

Repare que o número que aparece no marketing (“12%”) é só a comissão. O custo real por pedido é sempre a soma da comissão com a taxa de pagamento — e, se o mês fechar acima de R$ 1.800 de faturamento na plataforma, ainda entra a mensalidade fixa. Esse mesmo raciocínio de “taxa anunciada x custo real” vale para qualquer marketplace: veja como ele aparece nas taxas do Mercado Livre em 2026 e nas taxas da Shopee para vendedores.

Quanto sobra por pedido: exemplos práticos

Pedido de R$ 100 no Plano Básico

  • Comissão (12%): – R$ 12,00
  • Taxa de pagamento online (3,2%): – R$ 3,20
  • Repasse do iFood: R$ 84,80

Desses R$ 84,80 você ainda tira o custo da comida (CMV, em geral 30% a 40% do preço), a embalagem, o combustível ou a diária do seu entregador e os impostos. Numa marmitaria com CMV de 35%, sobra algo como R$ 45 de margem bruta por pedido de R$ 100 — antes de aluguel, luz e mão de obra.

Pedido de R$ 100 no Plano Entrega

  • Comissão (23%): – R$ 23,00
  • Taxa de pagamento online (3,2%): – R$ 3,20
  • Repasse do iFood: R$ 73,80

A diferença entre os planos é de cerca de R$ 11 a cada R$ 100 vendidos. Num restaurante que fatura R$ 30 mil por mês no iFood, isso representa aproximadamente R$ 3.300 por mês — o preço de “terceirizar” a entrega para a plataforma. Vale a pena? Depende de quanto custaria montar e manter uma operação de entrega própria com a mesma cobertura e o mesmo tempo de rota.

Planos do iFood: Básico x Entrega

Plano Básico (entrega própria)

Comissão de 12% + 3,2% de pagamento. Você aparece no app, recebe os pedidos pelo Portal do Parceiro ou pela maquininha/gestor, mas a entrega é sua responsabilidade — com entregador CLT, freelancer ou aplicativo de logística terceirizado. É o plano mais barato em percentual, indicado para quem já tem malha de entrega, atende um raio pequeno ou trabalha muito com retirada no balcão. A mensalidade de R$ 110 só é cobrada nos meses em que o faturamento na plataforma passa de R$ 1.800.

Plano Entrega (logística do iFood)

Comissão de 23% (a versão Flex pode chegar a 24% em 2026) + 3,2% a 3,5% de pagamento. O iFood aciona a própria frota de entregadores parceiros, calcula a rota e assume o risco de atraso e de não comparecimento do entregador. É o plano que faz sentido para quem está começando, não quer folha de entregador, quer ampliar o raio de atendimento ou opera em horário de pico com volume alto. A mensalidade nesse plano é de R$ 150 acima de R$ 1.800 de faturamento.

Também existe o formato de loja só para retirada e o “iFood para todos”, com condições específicas por cidade e categoria. Como as regras mudam por região, o Portal do Parceiro é a única fonte oficial do seu contrato.

Taxas extras que pesam no bolso

  • Antecipação de recebíveis: o iFood repassa o dinheiro em cerca de 30 dias. Para receber antes, há uma taxa de antecipação (percentual que varia conforme o prazo). Quem antecipa todo mês pode perder de 1% a 3% adicionais do faturamento.
  • Promoções e “Aumente suas vendas”: cupons, frete grátis patrocinado, Clube iFood e destaque na busca são descontos ou investimentos que saem do seu bolso. Uma promoção de 20% de desconto somada à comissão pode fazer o custo real do pedido passar de 40%.
  • Taxa de serviço do cliente: o valor de R$ 0,99 a R$ 2,49 que aparece para o consumidor no checkout fica integralmente com o iFood — não é repassado ao restaurante, mas encarece o pedido e pode reduzir a conversão.
  • Reembolsos e cancelamentos: pedidos cancelados por problema de entrega ou reclamação de cliente podem ser debitados do repasse, dependendo da análise da plataforma.

Somando tudo, consultorias do setor estimam que vender no iFood consome, na média, de 20% a 32% do faturamento — e chega perto de 38% em operações que abusam de promoção e antecipam todo o caixa.

Afinal, o iFood cobra 15% ou 32%?

Os dois números estão certos — dependem do que você inclui na conta:

  • ~15%: Plano Básico, sem mensalidade, sem promoção, sem antecipação. É o piso teórico.
  • ~26,5%: Plano Entrega, comissão + pagamento. É o cenário mais comum para quem usa a logística do iFood.
  • 20% a 32%: custo real médio quando se somam mensalidade, antecipação de recebíveis e uma parte de promoções, segundo levantamento de sistemas de gestão de restaurantes.
  • até 38%: operações que dependem de cupom agressivo e frete grátis patrocinado o tempo todo.

A lição prática: nunca precifique o cardápio do delivery com o mesmo preço do balcão. O preço no app precisa embutir pelo menos 25% a 30% de custo de plataforma para o pedido não sair no prejuízo.

Como reduzir as taxas do iFood

  1. Reavalie o plano. Se você já tem entregador ou consegue contratar logística terceirizada por menos que 11% do ticket, migrar do Plano Entrega para o Básico economiza cerca de R$ 11 a cada R$ 100.
  2. Suba o ticket médio. Combos, bebidas, sobremesas e pedido mínimo diluem a mensalidade fixa e a taxa de serviço. Um ticket de R$ 60 sofre menos com o custo fixo do que um de R$ 25.
  3. Corte a antecipação. Se o fluxo de caixa aguenta esperar os 30 dias, deixe de antecipar. Isso sozinho pode devolver 1% a 3% do faturamento por mês.
  4. Use promoção com meta, não por hábito. Programe campanhas para horários ociosos e para reativar clientes inativos, não o dia inteiro.
  5. Construa canal próprio em paralelo. Cardápio digital com link, pedido por WhatsApp e QR code na embalagem levam o cliente recorrente para um canal com 0% de comissão. Cerca de um quarto do faturamento de delivery do país já passa por WhatsApp. É a mesma lógica de vender direto que funciona no Facebook Marketplace, onde a venda P2P tem taxa zero.
  6. Negocie. Restaurantes com volume alto e boa avaliação conseguem condições melhores de comissão e de participação em campanhas. Peça ao seu gerente de contas.

iFood vale a pena? A conta antes de entrar

O iFood entrega algo que dificilmente você consegue sozinho no começo: audiência. São dezenas de milhões de usuários ativos abrindo o app com intenção de compra. Para um negócio novo, pagar 20% a 26% por esse acesso pode ser mais barato do que investir o mesmo valor em tráfego pago sem previsibilidade.

O problema aparece quando o iFood vira o único canal. Aí o restaurante fica refém da comissão, das regras de promoção e do algoritmo de busca. A estratégia sã é usar a plataforma para adquirir cliente novo e trabalhar duro para migrar o cliente recorrente para canais próprios de menor custo. Delivery é um negócio de margem apertada; controlar o custo de plataforma é parte do trabalho, assim como acontece com prestadores de serviço em plataformas como mostra o guia de quanto o GetNinjas cobra e como lucrar.

Faça o teste rápido: pegue seu ticket médio, aplique 26,5%, subtraia o CMV e a embalagem. Se o número final não cobre entregador, impostos e uma margem de pelo menos 15%, o preço no app precisa subir antes de você aumentar o volume — senão você só vai vender prejuízo mais rápido. Quem está começando do zero e quer testar renda por delivery de comida caseira antes de assinar contrato pode usar o celular como ponto de partida para vender por WhatsApp e redes sociais.

5 erros que fazem o restaurante perder dinheiro no iFood

  1. Usar o mesmo preço do balcão no app. Sem embutir os 26,5% de custo de plataforma, cada pedido de delivery nasce com a margem comprometida. O ajuste correto é criar uma tabela de preços específica para o app.
  2. Aceitar toda promoção que o iFood sugere. As campanhas automáticas de desconto e frete grátis patrocinado são ótimas para a plataforma e nem sempre para você. Analise o retorno de cada campanha no relatório antes de renovar.
  3. Antecipar recebível sem necessidade. Quem antecipa por reflexo, e não por aperto real de caixa, entrega de 1% a 3% do faturamento todo mês sem perceber.
  4. Ignorar o ticket médio. Trabalhar só com itens baratos e avulsos faz a taxa de serviço e a mensalidade pesarem proporcionalmente muito mais. Combos e bebidas resolvem.
  5. Não ter plano B. Restaurante 100% dependente do iFood não tem poder de negociação e sofre em cada mudança de regra. Ter cardápio próprio e base de clientes no WhatsApp devolve esse poder.

Como as taxas do iFood se comparam às dos concorrentes

O iFood domina o delivery brasileiro, mas não é a única opção. Plataformas concorrentes costumam entrar no mercado com comissão mais baixa para atrair restaurantes — algo entre 10% e 18% em campanhas de captação — e serviços de “delivery como serviço” cobram por entrega, não por percentual do pedido. O cálculo muda: numa plataforma que cobra R$ 8 por entrega, um pedido de R$ 120 custa proporcionalmente menos que os 23% do iFood; num pedido de R$ 40, pode custar mais.

A recomendação de quem gere restaurante é testar mais de uma plataforma ao mesmo tempo, medir o volume real que cada uma traz e concentrar o esforço de promoção onde o custo por pedido efetivo for menor. E, em todos os casos, tratar o canal próprio como o objetivo de longo prazo. Segundo a Abrasel, cerca de 78% dos bares e restaurantes do país já usam marketplaces de delivery, mas o WhatsApp já responde por perto de 26% do faturamento do setor no delivery — sinal de que o movimento de reduzir dependência de plataforma já começou.

Perguntas frequentes sobre as taxas do iFood

Qual é a taxa do iFood para restaurantes em 2026?

A comissão é de 12% no Plano Básico (entrega própria) e de 23% no Plano Entrega (logística do iFood), mais 3,2% a 3,5% de taxa de pagamento online. O custo percentual por pedido fica em torno de 15,2% no Básico e 26,5% no Entrega.

O iFood cobra mensalidade?

Sim, mas só nos meses em que o restaurante fatura acima de R$ 1.800 na plataforma: R$ 110 no Plano Básico e R$ 150 no Plano Entrega. Abaixo desse faturamento, não há cobrança de mensalidade.

Quanto sobra de um pedido de R$ 100 no iFood?

Cerca de R$ 84,80 no Plano Básico e R$ 73,80 no Plano Entrega, antes de descontar comida, embalagem, entregador e impostos. A margem bruta final costuma ficar entre R$ 40 e R$ 50 num pedido de R$ 100.

Dá para vender no iFood sem pagar comissão?

Não dentro do app. A comissão é obrigatória em todos os planos. A forma de ter pedidos com 0% de comissão é construir canal próprio (WhatsApp, cardápio digital com link, QR code na embalagem) e usar o iFood para atrair cliente novo.

Qual plano do iFood é mais vantajoso?

O Plano Básico é mais barato em percentual, mas exige entrega própria. O Plano Entrega custa cerca de 11 pontos a mais, porém elimina a folha e o risco de logística. A decisão depende de quanto custa a sua operação de entrega hoje.

Conclusão

As taxas do iFood em 2026 não são um mistério: 12% a 23% de comissão, 3,2% a 3,5% de pagamento e R$ 110 a R$ 150 de mensalidade acima de R$ 1.800 de faturamento. O que muda o resultado do seu restaurante é o que você faz com essa informação — escolher o plano certo, precificar o cardápio do app embutindo o custo de plataforma, cortar antecipação e promoção desnecessárias e, principalmente, construir um canal próprio para o cliente que já te conhece. O iFood é uma excelente porta de entrada e um péssimo dono do negócio. Use como canal de aquisição, não como muleta.

Gostou da análise? Compartilhe este guia com quem tem restaurante ou está pensando em vender comida por delivery, e deixe nos comentários qual plataforma você quer ver destrinchada a seguir. Para continuar, veja também quanto a OLX cobra para vender em 2026.

Fontes

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